Papéis perdidos
O sonho continuará onde quer que for...


Segunda-feira, Maio 31, 2004

"Pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem."

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 10:52 AM


Segunda-feira, Abril 05, 2004

O próprio escopo e eficácia da democrática suprimiu o sujeito histórico, o agente de revolução: as pessoas livres não necessitam de libertação e as oprimidas não são suficientemente fortes para libertarem-se. Essas condições redefinem o conceito de Utopia: a libertação é a mais realista, a mais concreta de todas as possibilidades históricas e, ao mesmo tempo, a mais abstrata e remota.

Herbert Marcuse em Eros e Civilização

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 8:57 AM


Terça-feira, Março 30, 2004

O último degrau da sabedoría é a simplicidade.
Autor desconhecido

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 11:10 AM


Terça-feira, Março 23, 2004

O tempo permeia meus interiores como o vento passa pelos cabelos bagunçando tudo, tal qual a saudade!

Especial Kuky

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 2:03 PM


Quarta-feira, Março 10, 2004

Cada um se guia a partir de sí próprio, alguns podem ter um efeito gravitacional e arrastar os outros por algum tempo, mas todos temos que saber que em alguns momentos estaremos sós no universo e temos que ter nossa independência!

A neve e a tempestade destroem as flores, mas nada podem contra a semente.
Gibran Khalil Gibran

A esperança é o melhor remédio que conheço.
Alexandre Dumas (pai)

Nada existe de mais frágil do que uma criatura iludida a seu próprio respeito.
Tores Pastorinho

Imaginar é mais importante que saber, pois o conhecimento é limitado enquanto a imaginação abarca o Universo.
Albert Einstein

O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano.
Isaac Newton

É preciso grande sabedoria só para perceber a extensão da própria ignorância.
Thomas Sowell

Quando morre um idoso, perde-se uma biblioteca.
Provérbio indiano

Sofrer e chorar significa viver.
Dostoievski

Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.
Shakespeare

A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita.
Mahatma Gandhi

A pedra que no papel nem serve para desenhar uma reta, dentro d'agua faz circulos perfeitos.
Heraclito

Você pode até dizer que sou um sonhador, mas não estou sozinho nisso. Espero que um dia você se junte a nós, e o mundo será como se fosse um só.
John Lennon

Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo.
Mahatma Ghandi

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 3:03 PM


Terça-feira, Março 09, 2004

Meus amigos,

Esta é a síntese de alguns anos de trabalho, trabalho e realidade, um outro espectro, um mundo que conhecemos muito pouco, o mundo da maioria, os olhares apreensivos, esperançosos as vezes, em outras não... sorrisos que transcendem o mundo triste, fazem sorrir o barro vermelho, uma experiencia que não fica apenas pra mim, torno
comum com todos que puder, é a visão do mundo que ví, no espectro que ví e senti, as crianças levam a alegria a um lugar onde chegam poucos, poucas informações, algum apoio, alguma solidariedade e a vontade de trabalho supera, ao contrário do que muito disseram por aí, supera dificuldades, é o sonho da terra, da terra pro trabalho e para a dignidade das famílias.

Levo muito a sério o trabalho de mudar o mundo, pode parecer besteira, coisas de adolecente, jovens... pode até ser, e se for coisa de jovem quero ser até o fim, não sei quanto vai durar nem o que realmente farei, mas faço e sou recompensado por cada sorriso de criança, por cada velhinho disdentado que me conta de sua juventude, das peripércias desse mundo real, são valores.

Sei que não sou o responsável pelo que há, mas tenho consciência e força pra mudar, então me envolvo pra fazê-lo, é por isso que estas fotos existem, existem da minha inconformação pelo que está, e pela força pra querer ver tudo isso diferente, tudo isso melhor!

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 5:07 PM


Quinta-feira, Março 04, 2004

Marx x Keynes

Cá estou, mais uma noite não dormida e horas de conversa. Palavras emergiram em busca de respostas à ideias, novamente me vem a mente metáforas com alimentos então todo um alface enrolado num canto de um prato com um pouco de abóbora nessa união bem brasileira.
E as palavras soaram e ressoaram na magia do reverb desse papos, muitas questões internacionais ecoaram daquelas dúvidas joviais sobre como ajudar o mundo, o que é possível fazer, como melhorar o aproveitamento do tempo e no final disso tudo saber quantas horas dormir... isso eu sei que foram poucas e acordei meio confuso sem saber se estava sonhando ou acordado, mas as dores de ter dormido pouco logo me esclareceram esta questão.
As questões internacionais sobre a intervenção do estado ou o idealizado liberalismo de Keynes onde a responsabilidade social faria todo esse trabalho de forma automática por ter consciência de ser beneficiada na frente - tal qual a política de altos salários de Henry Ford na década de vinte nos E.U.A. - sei que até hoje nem um nem outro foi exercido no Brasil, quando tentaram algum, algum golpe de estado derrubou essa possiblidade e ficamos no impasse até hoje. Mas o impasse pode ser logo logo resolvido, as empresas até fazem alguma coisa e o governo até faz alguma outra coisa, mas nem um nem outro parecem estar fazendo de forma sustentável, de forma ascendente para que se resolva, de forma que as resoluções parecem ser cada vez menos devido às necessidades aumentarem numa progressão maior.
O estado pode controlar tudo, mas controlar toda essa máquina e as possíbilidades de corrupção dentro de uma política aberta e pseudo-democrática não consistiu de forma alguma até hoje e quando se tenta uma democracia vem uma meia dúzia que tem a prepotência de pensar que são os donos do mundo e fazem barreiras comerciais, tudo isso numa pressão sob qualquer coisa que os assuste.
Eu não me canso, até hoje não e nem pretendo descansar, enquanto não estou agindo estou pensado pra um dia agir maciçamente pra transformação, para a emerção da justiça e da ciência nas pessoas.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 10:18 AM

O TAMANHO DAS PESSOAS
(Shakespeare)

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: A amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.

Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande..... É a sua sensibilidade sem tamanho...

Sir William Shakespeare

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 9:20 AM


Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004

Algumas frases pra acordar o dia!

A sabedoria não nos é dada; é preciso descobri-la por nós mesmos depois de uma viagem que ninguém nos pode poupar ou fazer por nós.
(Marcel Proust)

A verdadeira viagem se faz na memória.
(Marcel Proust)

A universidade é o local onde a ignorância é levada a suas últimas conseqüências.
(Millôr Fernandes)

A imaginação é mais importante que o conhecimento.
(Albert Einstein)

Conhecimento real é saber a extensão da própria ignorância.
(Confúcio)

Se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los.
(Isaac Asimov)

Se a história se repete, e o inesperado sempre acontece, quão incapaz precisa o homem ser de aprender com a experiência?
(George Bernard Shaw)

Aprendi silêncio com os falantes, tolerância com os intolerantes, e gentileza com os rudes ; ainda, estranho, sou ingrato a esses professores.
(Khalil Gibran)

A adolescência foi a única época em que aprendi algo.
(Marcel Proust)

Nos campos da observação, o acaso favorece apenas as mentes preparadas.
(Louis Pasteur)

Só sei que nada sei.
(Sócrates)

Criatividade consiste apenas em perceber o que já esta lá. Você sabia que os sapatos direito e esquerdo só foram inventados há pouco mais de um século?
(Bernice Fitz-Gibbon)

Temos de fazer sempre o melhor que pudermos. Essa é a nossa sagrada responsabilidade humana.
(Albert Einstein)

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 6:22 PM


Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004

Papéis Perdidos - Cena 1 - Take 3

Virou as costas e sabia que ela o olhava, a cada passo que dava seu ouvido ouvia o irreal rachar do solo, parecia que desconstruia alí uma ponte pro passado, estava indo pra longe, alimentar seu sonho, sua ideologia, seus pensamentos de tanto tempo, mas não bastava pois ela estava alí, tão perto, o poema de Otero se confrontava com as músicas dos Beatles que tanto gostava, confrontavam-se em sua cabeça, já não sabia mais o que escutava e o que sentia, tudo isso em poucos segundos, todo um calafrio no seu corpo. Queria mesmo era virar e voltar correndo, mas ela que o abandonara no momento em que mais precisou, pensou:
- Voltar e confortar-me nessa alienação desse mundinho a dois, eu não, vou pro mundo.
Mas sabia que falava isso para dar mais um passo e mais uma vez escutar o chão rachar, inesperadamente começou a assobiar, era uma música muito gostosa, de assobios mais longos, ela percebeu, A Maçã do Raul, que por várias vezes tiveram compartilhado essa música em seus olhos e ela caiu em prantos, aí seu orgulho o alimentou e foi mais fácil embarcar.
Sem olhar pra trás ela foi embora, não queria vê-lo partir, não deram uma palavra sequer, mas sabiam perfeitamente o que disseram e o que foi dito, um pelo outro, só dois olhares profundos e um abraço.
- Agora o mundo, o esquecido mundo da maioria, tô chegando. - pensou já embarcado e cheio de choro na garganta, hipócritamente pegou seu livro na mochila e tentou enganar suas vontades.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 7:29 PM

Uma carta perdida no meu bolso furado...

Oi, tudo bom? Espero que sim, por aqui as coisas continuam entre virgulas e novos parágrafos as coisas não param, pulo umas vírulas, esqueço como continuar e coloco umas reticências, as vezes elas são necessárias porque o vazio ficou... então sigo e coloco pouquíssimos pontos finais porque ponto final é algo muito... intransigente.
Mas tudo bem, um novo parágrafo, novas cores, outros sorrisos, uns sem dentes, outros com, uns mais bonitos, outros nem tanto, mas quando vem um travessão começa uma fala, aí sai de dentro de alguns algo mais que reticências, as vezes palavras duras de um arroz com feijão cansado, em outras bocas saem arco-íris muito mais coloridos que 7 cores convencionais, são cores da alegria, num arroz com feijão temperado, abóbora e legumes coloridos, então um sorriso e a eternidade já ficou marcada na minha história.
Bom, palavras são palavras e pessoas são pessoas, e as pessoas conhecem palavras e as palavras as vezes explicam as pessoas, mas nem sempre, tem coisas que são inexplicáveis, fenômenos que acontecem que nenhuma conjunção de verbos, união com preposições e artigos explica, é preciso de muito mais, é preciso de sentimento, estes que são tão difíceis de serem explicados, não é atoa que os mais amantes da vida escrevem tanto, tal qual os romances imensos e aparentemente sem fim, tudo isso pra tentar representar um não sei o que de não sei aonde que vem e muda tudo, pode ter sido um instante só - um momento entre dois tempos - e pronto, está o concreto dentro abstrato, inexplicável!

Um beijão.

saudades,
Guilherme Meneghelli

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 6:49 PM

E a vida continua, classicamente entre vírgulas e pontos, em textos que escrevemos às vezes despreocupados, às vezes não, mas sempre com a finalidade da necessidade expressiva dos Seres Humanos... ah que por sinal andam escassos, há um tempo atrás, depois que o homem deixou de ser nômade, apareceu uma nova espécie o Ter Humano, que por sinal anda tomando o espaço, o Ser não É mais, e sim Tem ou pelo menos quer Ter. Po, todos nascemos livres e continuamos assim, até que alguém vem e rompe com isso, nesse mundo de Teres Humanos, mas eu não sou de todos mundo nem todo mundo é meu também, ao contrário do que cantou um grupinho musical há um tempo atrás, na verdade eu sou eu, livre...

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 12:26 PM


Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004

Não vim ao mundo pra ser visto e sim pra observar e fotografar, trazer a tona um mundo desconhecido, um mundo da maioria!

Eu andei esquecendo algumas coisas nestas ultimas semanas...
Mas é isso...
Não sou pela estética...

Mas andei esquecido... esquecido de parte de mim...
E não estou aqui pra bonito nem pra ficar vivendo de prazer...

Cada um se guia a partir de sí próprio, alguns podem ter um efeito gravitacional e arrastar por um tempo os outros, mas todos temos que saber que em algum momentos estaremos sós no universo e temos que ter nossa independência!

Eu tinha medo... então fiz de tudo que fosse contrário a mim mesmo, aos meus cômodos...

Fui de encontro ao desconforto, até superá-lo...
Ainda estou nesse processo, e estarei até o fim!

Se isso te da conforto, experimenta o contrário, se conseguires ficar bem então és livre com relação a isto...
Pra te tornares livre!
E ter ou não ter ser uma questão insignificante, chegando, mais tarde, ao shakespereano: ser ou não ser!

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 3:02 PM


Terça-feira, Fevereiro 10, 2004

Verdades da terra

Trata-se de uma questão sobre o mundo maioria, a realidade social do país. O campo e a cidade, o pobre e o rico, tudo em um arroz com feijão à moda do tempero de cada um. Entre acampamentos e acentamentos no estado de Goiás um Brasil diferente, de outra consciência, de outras informações.

O casal Marta e Francílio são acampados na cidade de Goiás, estão há dezoito meses no acampamento São José do Ferrerinha, pertencente à FETAEG (Federação dos Trabalhadores Agrícolas do Estado de Goiás), movimento aliado ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais atua de forma distinta na luta pela terra, participam de manifesstações em conjunto do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), como as marchas, mas não praticam ações como ocupações. Francílio, 28 anos, diz a respeito do assunto: "são importantes as ações que o MST pratica, sem elas ninguém saberia que existimos", Marta, sua esposa, está grávida de 8 meses e considera mais "seguro" a luta pela terra via movimento sindical.

Já do lado do MST as reuniões são mais constantes e se vê maior agitação nos acampamentos, porém hão divergências internas em vários aspectos, ações, formas de acentamento, divisão de trabalho, mas o sonho é um só: uma terra para produzir e criar dignamente a família.

No mundo da maioria existem desencontros, falta de comida, de trabalho e de organização, pois os movimentos cresceram e são necessárias cada vez mais pessoas capacitadas para a organização. A característica ética da luta pela terra dá ao movimento apoio dos Direitos Humanos, mas para isso precisam manter a paz, o que nem sempre é simples, pois sentir na pele injustiça e ver à sua frente a incompreenção da ética é revoltante e criam-se momentos de tensão que devem ser controlados pelas lideranças.

Aqui no estado já podemos ver nas prateleiras dos supermercados produtos da reforma agrária, são produtos da formação cooperativa entre pequenos produtores, os quais geram produtores que não são explorados, mas para isso é necessário que haja muita união entre os produtores, o que não é tão simples, é necessário muito trabalho de conscientização, pois são pessoas de valores, literalmente, enraizados.

Sem a organização em grupos cooperativos acontece muita desvalorização dos produtos pois o poder de compra fica nas mãos das grandes empresas (que apenas embalam e distribuem os produtos), casos como o do acentamento Mosquito, município de Goiás, GO, onde o litro do leite é vendido a R$ 0,27 e alguns kilometros dalí, em um outro acentamento da mesma cidade o litro chega a ser vendido a R$ 0,47, quase o dobro, em virtude, principalmente, da união dos produtores, que unidos têm muito mais poder de negociação. Existem cooperativas que se industrializaram e assim produzem, embalam e distribuem, é o caso da COOPEROESTE (Cooperativa de Comercialização do Extremo Oeste), que leva o selo da "Reforma Agrária", produtos que levam o lucro justamente nas mãos que o produziram.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 6:48 PM


Sexta-feira, Dezembro 19, 2003

Sofisma
[Do gr. sóphisma, 'sutileza de sofista', pelo lat. sophisma.]
S. m.
1. Lóg. Argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não conclusivo, e que supõe má-fé por parte de quem o apresenta; falácia, silogismo erístico. [Cf. paralogismo.]
2. Lóg. Argumento que parte de premissas verdadeiras, ou tidas como verdadeiras, e chega a uma conclusão inadmissível, que não pode enganar ninguém, mas que se apresenta como resultante das regras formais do raciocínio; falácia.
3. P. ext. Argumento falso formulado de propósito para induzir outrem a erro: &
4. Bras. Pop. Engano, logro, burla, tapeação.

[Cf. sofisma, do v. sofismar.]



u Sofisma da acentuação. Lóg.
1. Sofisma verbal decorrente da entonação com que se pronunciam alguns de seus termos; sofisma da ênfase.

u Sofisma da composição. Lóg.
1. O que consiste em atribuir ao todo propriedade de cada uma das partes.

u Sofisma da divisão. Lóg.
1. O que consiste em atribuir às partes de um todo, ou aos elementos de uma coleção, características próprias do todo, ou da coleção.

u Sofisma da ênfase. Lóg.
1. Sofisma da acentuação.

u Sofisma da falsa causa. Lóg.
1. O que considera que um acontecimento, só por preceder a um outro, é causa dele.

u Sofisma da generalização apressada. Lóg.
1. Sofisma do acidente convertido.

u Sofisma do acidente. Lóg.
1. O que consiste na aplicação de uma regra geral a um caso particular em que, por circunstâncias especiais, a regra não se aplica.

u Sofisma do acidente convertido. Lóg.
1. O que consiste em generalizar a partir da observação insuficiente de casos particulares; sofisma da generalização apressada.

u Sofisma formal. Lóg.
1. Raciocínio invalidado pela aplicação incorreta das regras de inferência.

u Sofisma não-formal. Lóg.
1. O que decorre da indeterminação do sentido, próprio ou contextual, das palavras utilizadas; sofisma verbal.

u Sofisma verbal. Lóg.
1. Sofisma não-formal.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 2:13 PM

A paixão é um mundo de sofismas, não muito mais que isso pra poesia, pro corpo são só carencias... as paixões tomam nossa liberdade, comem nosso tempo, devorando assim, nossas forças.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 2:12 PM

O jovem acredita muito no seu amigo, assim sustentamos valores longínquos, mas de tanta crença e insistência mudamos, tornamo-nos cegos durante muito tempo, tamanha cegueira torna nossas visões as mais puras realidades quando conseguimos exasperar aquilo que sentimos.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 2:11 PM


Terça-feira, Dezembro 09, 2003

Escrever em verso é dormir sem estar cansado
É dormir demais em sábado e domingo
Refletir livremente entre figuras

E quando acordado
Não entender o que sonhou
Não entender os versos inconscientes
Não saber se foi bom ter dormido demais

Mas durante o sono
Confundir-se em estar muito acordado
Ou acordado demais
Muito vivo pra ser verdade
De tanta verdade extraida
Verdade que se formou dos olhos dos próximos

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 10:27 PM


Segunda-feira, Dezembro 08, 2003

Brasil Revirado

O revirado sou eu agora;
feliz por vê-lo inspirado;
virado de doce;
mesmo num norte gelado;
num norte nublado;
o amigo feito made in brazil,
produto pra exportação;
colorindo aqui, mesmo lá de fora,
mas com jeitinho;
volta de carona no amanhã.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 4:35 PM

A cultura popular no Brasil é revirado que nem virado, é queimada que nem churrasco é misturada feito feijoada e doce como melão.
Walter José de Borba Netto, Balneário Camboriú, SC

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 4:35 PM


Quarta-feira, Dezembro 03, 2003

A consciência do jovem revolucionário, durante a descoberta de seus valores, faz com que ele sinta uma angústia, angústia que sinto diariamente, a dúvida de todos os seus esforços serem em vão ou serem muito pouco, o não contentar-se é caracter revolucionário, é evolutivo, expansivo, criacionista.
Todos os dias, dúvidas e mais dúvidas, mas essas próprias dúvidas acabam por me fazer ver que sou consciente, pois no mínimo me pergunto, a ação caracteriza revolução, mudança, sem ação somos apenas nós para nós mesmos e nada mais, alienados, resolvemo-nos e vemos que nossos problemas são normais, anormais são as incoerências da má distribuição que gera fome e miséria, saúde em declive, anormais são as incoerências de quem tem a chance de ver o mundo, ficar se preocupando como passar o tempo, como deixar o tempo passar, fazer com que ele passe mais rápido todos os dias, criação apenas para desenvolver ferramentas para que o final de semana chegue mais rápido e possa tomar todas pra que também passe logo e a segunda sim, um saco, a ressaca, o porre...
Podemos ser o jovem que quisermos, as duas vertentes, viver os dias não fugindo da consciência ou sobreviver dia após dia, forjando o tempo, torcendo pra que passe mais rápido, dormir mais, pois assim não sentimos a náusea da vida real.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 2:03 PM

Papéis Perdidos - Cena 1 - Take 2

Faltando um minuto para a partida, o tempo mudou, transformou-se, a presença dela mudaram sessenta segundos em sessenta eternidades, tudo alí, o paradoxo de infinita distância, a sua felicidade ou a luta por um mundo melhor?
Estava olhando pro chão quando ela o toca no ombro, ao virar as eternidades presas no olhar de ambos, ambos olhavam-se frente a frente, prendeu-se sem esquecer dalí, todo aquele amor que viveu tivera sido posto a nova chance, ela sem palavras, ele menos ainda, suava frio, o choro chegou em sua garganta e por alí voltou, engoliu seco e lembrou dos olhares famintos das crianças as quais o futuro é algo estranho, lembrou dos olhares esperançosos que colocara em suas costas para erguer aquele povo, mas a felicidade alí em sua frente, então em seu ouvido o poema de Otero, a imagem de Che indo embora, o exemplo histórico do revolucionário quando partiu, estava ele na mesma posição e foram as maiores eternidades inimagináveis, as mais longas eternidades, o universo rachou, já tivera pensado essas eternidades, já tinha imaginado essa cena, mas nunca pensou que pudesse ser verdade, em um lado seu queria que acontecesse, ao final aconteceu e os sentimentos todos reviravam-se em uma luta entre conforto, paz e amor e abstração de tudo isso, a consciência de que abdicaria disso por muito tempo em vias de valores lidos e compartilhados com alguns, mas os sentimentos, e todo o amor que sentia. Naquele instante abraçaram-se, ela suplicando com seu abraço para ficarem juntos, mas incapaz de dizer: "Vamos juntos", então partiu, o choro ficou, não mais capaz de viver os confortos partiu.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 10:58 AM

Um dia, das margens do rio eu ví

O mundo tem-se consumido
Em uma degenerada sociedade cansada
As setas apontam sem esperança
O consumo conforta e sustenta sua própria destruição
Somos bombardeados todos os dias por severas informações desinformadas
E destruimos uns aos outros sem saber
Duplamente sem saber:
Nada sabendo e ingenuamente destruindo-nos.
O universo comodista não dá espaço pro pensar
Todos os espaços são preenchidos por matérias vazias
Música, cinema, teatro... a alienação não mostra limites
Apenas limita possíveis horizontes, possíveis caminhos
Os caminhos acabam por resumirem-se ao de um rio,
Ao singular caminho da correnteza
Somos levados todos pelo meio,
Alguns conseguem nadar contra por um tempo,
Mas a força do senso comum acaba por levá-los.
A liberdade está nas margens,
De lá vemos o movimento do rio
Podemos subir a correnteza,
Ajudar os que estão se afogando
E ao final construir um novo mundo
Um novo mundo nas férteis margens.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 9:17 AM


Terça-feira, Dezembro 02, 2003

Hoje, após ter lido Miguel Otero Silva, senti novamente o espírito livre, a liberdade que não me consome de forma alguma e sim a liberdade da compaixão, liberdade pra força solidária, já senti a dor da partida e havia me confortado em meus próprios valores, a mesma força que Guevara considerou o poema de Otero e seguiu sua viagem pela América Latina.
Escuto dentro de mim essa força, a força pra ir, viajar, ir embora pra estudar e conhecer, sentir toda essa pobreza, tornar-se sensível ao povo, passar nas vilas, nas pequenas vilas entre os latifúndios de Goiás, sem conforto, família ou amigos, seguir em frente, com os olhos atentos, escrevendo o que os meus olhos permitirem ver.
Ecoará, quando necessário esse poema em meus ouvidos, hão olhos que me prendem, mas os olhares que nunca esquecerei, os olhares que já ví, os olhares esparançosos de El Dourado do Sul, os olhares famintos de Hélio ou de Sebastião (lageano, ex-pequeno-produtor que vendeu o que tinha e hoje vem pra Balneário pra catar latinha e fazer dinheiro para levar o ano em sua cidade natal, um olhar sonhador), os olhares dos desiludidos da rodoviária de Brasília e também os olhares jovens de jovens aspirantes por mudanças entre tantos outros... os olhares que só posso imaginar como o de Guevara ao se despedir de seu pai, o olhar de Franklin Martins em comício relâmpago contra a governo ditador em 68... olhares com vontade e medo, mas medo fica pra depois, pra na hora de correr a adrenalina fazer conseguir escapar das garras repressoras, olhares que aprendi com a história que em muito enchem meus sentimentos pra seguir em frente e acreditar em mim mesmo para poder ajudar.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 1:49 PM


Sexta-feira, Novembro 28, 2003

O tempo ficou

O dia que nunca acabou ficou preso no tempo, sua onipresença é sempre ocultada pelo dia presente, mas o dia ficou, se o presente permitir, ou simplesmente, não der conta de tomar todo o tempo, esse dia ressurgirá com a sede suficiente para tomar o dia todo.

São relações que o tempo estabelece para sí, para sí só, o tempo em suas convicções permanece presente, se ele não tiver a certeza do mundo logicamente sobrará alguma certeza para outro tempo, um tempo passado, um tempo futuro...

É a possibilidade de eternizar os tempos e torná-los de presença juntamente plural, na verdade hoje temos tempos presentes todos os dias, conjugados um a um no singular, essa possibilidade dá chance a vida plena, a vida multi-conjugável que pode ser escrita em quaisquer modos, uma vida que conjugada em qualquer tempo indifere "o bom estado amoroso" do "espírito".

Plural é união que faz da água, vinho para não se tornar singular, os plurais são quimeras para todo singular, mas se fores solitário em algum dia você pode falar comigo, pois todos sabemos dessa matemática do português: singular escrito com plural, em mesma conotação (sintonia) prevalece o plural na onipresença das ações recíprocas.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 11:26 AM

Todos os dias em que choro sei que meu sofrimento é fruto de algum hedonismo do dia anterior. Vejo assim meus limites para continuar amando e as vezes, no final do dia, faço questão de sofrer no dia seguinte para continuar a sentir esse amor, pois quando não sentir mais materialismos serei o espírito puro do amor.
A consciência da luta me fará converter todo esse amor em justiça.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 10:55 AM

Prefiro a vida chorando por um amor rompido à vida inteira sem um único amor, mesmo rompido tenho certeza que viví a plenitude, atingi todas metáforas inimagináveis e poderei amar mais grandiosamente da próxima vez.
Minhas fraquezas foram o ponto rompante do meu amor, da reciprocidade com meu amor e o pior é que não sofri sozinho.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 10:53 AM

Entregar-me-ei ao sofrimento do desamor de cabeça erguida;
Esse constante estado patológico manterei em mim, em meu interior;
Quando sair por completo desta Temporada de Gripe serei gigante.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 10:44 AM

Em qualquer projeção inconsciente, o amor parece ser infinito, cresce dia após dia e a não reciprocidade é que nos faz sofrer, sofremos então por um sentimento materialista de ter outrem e isso não é amor, pode ser qualquer coisa menos amor, mas o amor em sí pode ser retroalimentar em sua singularidade.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 10:43 AM


Quinta-feira, Novembro 27, 2003

A Mulher

Acordou e procurou, procurou, colocou a mão no bolso da calça, no bolso da camisa, nada mais que algumas anotações suas, continou a procurar, todas as gavetas reviradas, onomatopéias ascendentes surgiram, elas falavam o que em sua garganta ficava preso, o nó foi dado pelo que havia perdido, tudo aqui lhe dava tanto orgulho, tanta certeza de vida, alí tomou sua fala, então apenas onomatopéias falavam por ele: plam, plact... gavetas abrindo e fechando...
Revirou a casa inteira, já não sabia mais em que tempo estava, todos aqueles valores o tomaram a noção do tempo, logo depois a noção do espaço, sentiu-se um sem pernas, sem cabeça, seus valores foram constituidos de forma tão diferente de tudo que tomavam assim sua certeza de continuar.
Construiu em sua juventude valores revolucionários, depois amou e como amou, amou todos os dias durante maravilhosos e voadores 7 meses, acreditou nos valores do amor e se afastou da revolução, do espirito da revolução, quando o amor tornou-se singular, ficou impossível continuar, então descobriu que daquele amor não podia viver sozinho nem mais seguir aqueles valores, tornaram-se insustentáveis pra ele. Então alí começou a procurar... acordou e começou a procurar, e os papéis que encontrava remetiam-lhe valores fortes, de um jovem muito forte, muito certo de tudo, de todos os seus passos, pisava sempre como gigante naquela época, A Bela Época de sua vida, onde os valores mativeram-no, mesmo no seu período de amor... as vezes envergonhara-se de sí mesmo por estar amando tanto e saber tanto ao mesmo tempo, podendo ajudar e privando essas ajudas de emergirem... sufocando-as com o mais belo amor.
Acreditou então, finalmente hoje, na harmonia dos contrários, nos valores dialéticos da evolução do pensamento do homem e chegou ao presente.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 3:12 PM


Terça-feira, Novembro 25, 2003

Tivera pensado toda a eternidade de um segundo, mas pensou diferente e assim pensando pensou a eternidade inteira em um segundo, parace ser muito pra qualquer um, mas ele pensou: um, duas, dez vezes, na trigésima já contava meio tempo e na hexagésima o tempo todo, sessenta eternidades se passaram, sessenta eternidades em apenas um minuto.
Levantou, vestiu seu casaco e disse:
- O relógio seguiu rigorosamente sua pontualidade, sessenta eternidades em um segundo, uma a uma se passaram e agora elas se esvaidessem em função do virtuosismo do presente...

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 10:20 AM


Sexta-feira, Novembro 14, 2003

Cena 2 - Um ano e meio atrás

É dezembro, mês de festas e bons feriados, pro comércio e para os turistas... todos querem curtir o máximo, estava ele em seus pensamentos, levemente perdido em muitos porquês. Seu nome é Cesar, em seus 18 anos já notara que era diferente de tudo, pensava fora do normal e como agir, as vezes pensava que simplesmente pensava e isso o tornava diferente, os por ques do mundo ele queria abraçar, todas as injustiças...
Depois de um dia de trabalho saiu a correr por aí... cabeça solta, correu meio mundo em um minuto, sua cabeça foi longe demais... estava, por fim, desnorteado...

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 5:22 PM

Papéis perdidos - Cena 1

É Agosto, uma terça-feira aproximadamente, o dia é ensolarado, mais colorido que nunca, talvez, é um dia ímpar para alguém, para o restante o dia é normal, as pessoas que tem trabalho vão ao trabalho, as pessoas que choram todos os dias, choram hoje novamente, as crianças sorriem em suas brincadeiras. Na rodoviária há um ônibus, parado no plataforma 12, o ponteiro do relógio segue rigorosamente sua pontualidade, são 17:57, está chegando, ele sairá às 18 horas, os passageiros vão entrando, há um garoto do lado de fora pensando se vai ou se não vai, o tempo encurta e sua cabeça o pressiona, é entregar o bilhete e entrar, pronto, terá deixado pra trás toda sua vida em vias de suas ideologias, partirá ou não, todos os seus amigos, sua família, seus amores, a natureza, o ambiente de sua infância, tudo isso ou suas idéias concebidas por livros, pilhas de livros que leu em sua juventude, de tanto ler aprendeu que devesse refletir sobre o que leu e assim o fez, refletiu durante longos seis meses pra saber qual será o caminho a ser seguido, não tocou sequer em um só livro, apenas sua cabeça verificando o que é mais forte: as ideologias ou a vida vivida?
- Entro! Entro sim, pego o bilhete, está aqui no bolso, entrego, sento na poltrona e vou firme até lá, seguirei! Ou não, não ficarei aqui, continuarei em meu emprego, meus amigos...
O tempo continua a pressioná-lo, seus paradoxos começam a deixá-lo trêmulo, estaria se sentido indigno consigo próprio ficando, pensou um lado seu, ou não, estaria dando a oportunidade de seguir toda sua felicidade em vias das suas crenças concebidas pela mais pura vida vivida... é apenas mais um minuto e já o pergutam:
- E aí garoto, vai entrar?
Ele olha pro chão, tira o bilhete do bolso... olha para o bilhete e se pergunta... estremesse, está suando frio já... seus paradoxos o precionam, pensa ligeiramente - estou pagando por ser tão diferente, por ter levado a vida tão a sério, ou apenas o realismo me tornou realista e a dureza da vida é esta? - mas o tempo continua a escorrer, é a última gota de orvalho numa pétala de flor e vai desaparecer pois o tempo chegou ao fim!

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 2:48 PM

A idéia de um filme, um monólogo, uma peça teatral ou um livro, a idéia central é a descentralização das idéias.

Pensando GUILHERME MENEGHELLI | Escrever: | 2:48 PM
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